Quais são as diferenças entre um batom mate e um batom brilhante?

Os batons são produtos cosméticos que conferem cor aos lábios, além de poderem proporcionar hidratação e brilho. São constituídos por uma base, que confere dureza, na qual são incorporados corantes e/ou pigmentos com fins decorativos.
Esta base é maioritariamente constituída por ingredientes lipófilos, sendo tipicamente utilizadas as ceras. Na formulação de um batom, são também incluídos óleos emolientes que permitem uma aplicação confortável, transmitem um aspeto brilhante ao filme depositado e ajudam a dispersar uniformemente os corantes e/ou pigmentos utilizados. É a proporção destes ingredientes, para além da introdução de outros, que determina que um batom seja classificado como mate ou brilhante.
A fórmula de um batom mate, comparativamente com a de um brilhante, contém maior proporção de ceras e pigmentos/corantes e menor quantidade de óleos. Em consequência, o batom é opaco e intensamente colorido, apresenta menor efeito hidratante e a cor transmitida aos lábios tem maior durabilidade.
Contrariamente, numa fórmula de batom brilhante são incorporados óleos emolientes em proporções mais elevadas e menor quantidade de corantes/pigmentos, pelo que transmite uma cor menos intensa. Normalmente a cor tem menor durabilidade, mas permitem uma aplicação mais fácil e maior brilho. Podem também ser incluídos pós que intensificam o brilho nestes batons, como é o caso da mica.

Um batom é uma forma sólida constituída maioritariamente por ingredientes lipófilos 

A proporção de ceras (constituintes que conferem dureza), óleos emolientes e corantes ou pigmentos, determina o tipo de batom e a sua finalidade decorativa.

Um batom mate possui elevada quantidade de ceras e corantes/pigmentos comparativamente aos óleos emolientes, e desta forma, são opacos, com maior durabilidade, e com uma textura seca.

Um batom brilhante possui maior concentração de óleos emolientes, apresenta menor intensidade de cor, menor durabilidade e uma textura mais suave.

Qual a composição de um autobronzeador?

O termo “autobronzeador” refere-se a produtos que são aplicados na pele para produzirem um efeito bronzeado, sem exposição solar. Estas formulações foram ganhando popularidade à medida que a população foi ficando mais alerta para os perigos da exposição à radiação solar, sem deixar de desejar um tom bronzeado na pele. O aparecimento deste tom na pele pode ocorrer logo após a aplicação do produto ou pode surgir apenas após algumas horas, podendo o bronzeado durar vários dias. Os autobronzeadores existem sob a forma de loção, creme, gel, toalhitas, entre outras.

 

Atualmente, o principal agente bronzeador utilizado nestes produtos é a dihidroxiacetona (Dihydroxyacetone - DHA), quimicamente classificado como um açúcar, utilizado normalmente em concentrações entre os 4% e os 8%. Este ingrediente  reage com os aminoácidos presentes na pele produzindo um pigmento que confere o tom bronzeado. No entanto, alguns produtos contêm, como agente bronzeador, a eritrulose, um açúcar redutor que produz um tom  bronzeado mais lentamente do que a DHA. Muitas vezes estes dois ingredientes são utilizados em conjunto, de forma a obter um efeito mais duradouro. Para além destes ingredientes, os autobronzeadores contêm ainda: água; emolientes e humectantes, para manter a pele hidratada (tais como o dimeticone, a vaselina, o sorbitol e a glicerina); antioxidantes como o tocoferol (vitamina E) que protegem a pele dos radicais livres e protegem o próprio produto da oxidação; agentes emulsivos; corretores do pH; conservantes; perfume e corantes para melhorar as propriedades cosméticas do produto . Consoante se trate de uma loção, creme, gel ou toalhitas, os ingredientes  poderão variar, por exemplo um gel poderá conter um agente gelificante, para lhe conferir a consistência adequada.

O efeito do autobronzeador desaparece à medida que as camadas mais superficiais da pele descamam, o que acontece naturalmente ou por esfoliação intencional da pele.

- Os autobronzeadores têm na sua composição um agente bronzeador, sendo o mais comum a DHA. Podem conter também  ingredientes  emolientes e humectantes, agentes emulsivos e componentes que melhoram as propriedades cosméticas do produto como perfume ou corantes.

Os batons podem ser perigosos para a saúde humana?

Os batons são produtos cosméticos de cuidados labiais e, como tal, sujeitos à legislação relativa aos produtos cosméticos.

Recentemente, tem havido uma preocupação acerca do potencial perigo que alguns batons disponíveis no mercado representam para a saúde humana, devido à presença de ingredientes derivados dos óleos minerais. Em causa estão os hidrocarbonetos saturados (MOSH – Mineral Oil Saturated Hydrocarbons), os hidrocarbonetos aromáticos (MOAH – Mineral Oil Aromatic Hydrocarbons), e os hidrocarbonetos saturados sintéticos (POSH – Polyolefinic Oligomeric Saturated Hydrocarbons).

A presença destes compostos nos produtos labiais tem sido demonstrada em vários países europeus e os valores detetados são considerados preocupantes para a saúde humana, supondo que a ingestão dos produtos labiais seja uma fonte de exposição significativa. Relativamente à exposição cutânea, a evidência científica  atual fundamenta que esta não constitui um risco para a saúde humana, dado que a absorção dos compostos derivados de óleos minerais presentes  em produtos cosméticos através da pele é desprezável , não atingindo a circulação sanguínea.

De acordo com a presente legislação, os ingredientes derivados de óleos minerais não podem ser incluídos em produtos cosméticos, exceto se forem conhecidos todos os antecedentes de refinação e se se puder provar que o material a partir da qual foram produzidos não é carcinogénico. Mais ainda, alguns destes compostos são proibidos se contiverem mais de 3% de MOAH policíclicos com anéis de 3 a 7 (3-7 PAC), o que se relaciona com a sua carcinogenicidade.

Outros ingredientes derivados dos óleos minerais e os POSH, não mencionados no anexo II da Legislação Europeia, são permitidos em produtos cosméticos e foram considerados seguros pela organização Cosmetic Ingredient Review. A avaliação da segurança de produtos labiais tem em conta não só as condições de utilização normais ou razoavelmente previsíveis, mas também a sua ingestão inadvertida.

Em suma, os batons são formulados de modo a garantir a segurança da sua utilização para o consumidor e a inclusão de ingredientes derivados de óleos minerais na sua composição é permitida, embora sujeita a restrições pela Legislação Europeia, e considerada segura de acordo com a evidência científica e o longo historial da sua utilização em produtos cosméticos disponíveis no mercado.

- Os hidrocarbonetos designados MOSH, MOAH e POSH derivados dos óleos minerais foram detetados em alguns batons disponíveis no mercado, o que suscitou alguma preocupação com a utilização destes produtos

- Contudo, os óleos minerais para poderem ser utilizados em produtos cosméticos, incluindo em produtos labiais, devem ser seguros, altamente refinados e não apresentarem potencial carcinogénico

As tintas capilares sem amoníaco são mais seguras?

Nas formulações para coloração capilar permanente é frequente a utilização do amoníaco que proporciona o meio alcalino ideal ao levantamento da cutícula externa da haste, possibilitando a entrada dos corantes até ao córtex da fibra capilar.

Contudo, este ingrediente é associado ao seu odor caraterístico e ao potencial para irritar o trato respiratório, pele e olhos. As preparações que o contêm devem ser utilizadas com precaução. No entanto, não existem evidências que relacionem o uso do amoníaco com efeitos adversos graves sobre a saúde humana em consequência da exposição a baixos níveis deste ingrediente.

A principal diferença entre uma tinta capilar demi-permanente face a uma tinta permanente é o agente alcalino utilizado, sendo que na primeira são utilizadas alternativas ao amoníaco como o aminometilpropanol (AMP), as etanolaminas e carbonato de sódio, sendo a monoetanolamina (MEA) a opção mais frequente. Assim, as tintas capilares demi-permanentes apresentam durabilidade inferior e menor poder para modificar a cor original da haste capilar, sendo adequadas para escurecer o cabelo ou manter uma cor semelhante à inicial.

Tanto o amoníaco como a MEA apresentam potencial para alterar as propriedades da haste capilar e esta última, apesar do seu odor mais discreto, não evapora rapidamente como o amoníaco, pelo que os seus resíduos poderão permanecer sobre o couro cabeludo e cabelo após o procedimento de coloração. Desta forma, a MEA poderá conduzir a irritação cutânea e dano sobre a haste capilar com alteração da qualidade da cutícula e perda de proteínas estruturais.

De acordo com a legislação em vigor, tintas capilares com concentrações de amoníaco superiores a 2% deverão conter a seguinte menção na embalagem: “contém amoníaco”, sendo que este poderá ser incluído nestes produtos em concentrações até 6%. Segundo o comité de especialistas da Cosmetic Ingredient Review, o amoníaco ou o hidróxido de amoníaco são seguros para utilização em procedimentos de coloração capilar desde que utilizados de acordo com as recomendações em vigor.

- As tintas capilares sem amoníaco não são necessariamente mais seguras.

- A segurança de uma tinta capilar relaciona-se com a concentração em que cada ingrediente se encontra e com as caraterísticas da formulação final.

- O amoníaco ou o hidróxido de amónio são seguros para procedimentos de coloração capilar desde que utilizados de acordo com as recomendações em vigor.

Qual a diferença entre um champô e um gel de banho?

Champô e gel de banho são dois produtos cosméticos de higiene, de constituição bastante semelhante: água, tensioativos, condicionadores, espessantes, estabilizadores de espuma, conservantes e outros aditivos. No entanto, entre eles existem várias diferenças. 

Em primeiro lugar, têm diferentes objetivos: enquanto o champô pretende lavar o cabelo e o couro cabeludo, o gel de banho tem como principal função a higiene corporal. Isto traduz-se em diferenças na sua composição, para dar resposta às diferentes exigências dos seus locais de aplicação. Relativamente aos tensioativos, a sua natureza pode ser a mesma (aniónicos e anfotéricos) em ambas as categorias, mas os geles de banho apresentam normalmente menor poder detergente. Por outro lado, enquanto o pH de um champô se situa entre 4 e 6, o pH de um gel de banho normalmente fica entre 5 e 6,5, uma vez que o ambiente capilar tem um pH mais ácido do que a pele. A principal diferença entre os dois produtos reside no condicionador. Os geles de banho contêm condicionadores corporais com função de reposição do manto hidrolipídico, enquanto que os champôs têm na sua composição  ingredientes com funções anti frisante, amaciador, facilitador do penteado entre outras mais específicas. Assim sendo, são inúmeras  as diferenças entre gel de banho e champô, que visam uma melhor adequação ao seu respetivo local de aplicação.

- Embora partilhem algumas semelhanças, champô e gel de banho têm muitas diferenças na sua composição, que se devem principalmente às diferenças nos seus locais de aplicação;

- As suas principais diferenças são: os tensioativos que contêm, o seu valor de pH e os aditivos. 

Quais os ingredientes de um anticelulítico?

A celulite ou hidrolipodistrofia ginóide é uma disfunção cutânea que se manifesta sob a forma de irregularidades da superfície da pele, comummente designada de “casca de laranja”. As alterações que levam ao aparecimento da celulite ocorrem nos tecidos adiposo e conjuntivo e também no sistema circulatório. Existem no mercado várias opções de cuidado, sendo uma delas a aplicação tópica de cremes, géis, óleos ou loções que têm na sua composição ingredientes com propriedades anticelulíticas. Os ingredientes ativos presentes nos cosméticos anticelulíticos, podem ser divididos, quanto ao seu local de atuação, do seguinte modo:

  • Tecido adiposo:
    • Com ação lipolítica, isto é, estimulam a degradação dos lípidos (gordura): cafeína, aminofilina, teobromina, teofilina e mateína (provenientes da noz de cola, guaraná e chá verde); dihidroergotamina; compostos com iodo – como por exemplo monoiodoamina, extrato de bodelha, acetato de sódio triiodado, iodeto de potássio e iodoprolamina; l-carnitina; entre outros.
    • Com ação antilipogénica, impedindo a síntese de lípidos, mais concretamente de triglicerídeos: como é o caso da genisteína, glaucina, xantoxilina e folhas de Lótus, entre outros.
  • Tecido conjuntivo:
    • Retinol, silício e extratos de centelha asiática e árvore-das-salsichas, entre outros, que contribuem para o restabelecimento da estrutura da derme.
  • Sistema circulatório:
    • Antiedematosos: inibidores da hialuronidase e da elastase;
    • Estimulam o fluxo sanguíneo: silício, pentoxifilina e extratos de hera trepadeira, centelha asiática, castanheiro da índia, gilbardeira, alcachofra, ananás, papaia, videira e ginkgo, entre outros.
    • Rubefacientes: nicotinato de metilo e salicilato de metilo.

Para além destes ingredientes, normalmente nas formulações anticelulíticas estão também presentes antioxidantes, como as vitaminas C, A e E, o ácido α-lipóico, a coenzima Q10 e o extrato de chá verde ou de grainha de uva. Por norma, verifica-se a associação de vários destes ativos num só produto. Para além destes ingredientes, estes produtos podem conter ainda outros ingredientes como emolientes, conservantes e perfume.

- Os ingredientes anticelulíticos atuam fundamentalmente a três níveis: tecido adiposo, sistema circulatório e tecido conjuntivo;

- Os produtos anticelulíticos são compostos por ingredientes ativos com propriedades anticelulíticas e aditivos, dependendo do tipo de formulação.

Qual a constituição dos aftershaves?

Os aftershaves são produtos utilizados, após o barbear, para combater a irritação cutânea que este ato produz. Para além de suavizarem a pele irritada, têm um efeito refrescante e hidratante, diminuem o fluxo sanguíneo, tonificam, têm ação antibacteriana e previnem as foliculites, entre outros. Estes produtos podem existir sob diferentes formas tais como: loções, geles e emulsões/bálsamos. 

De uma forma geral, os aftershaves são constituídos por:

  • Água – veículo;
  • Antisséticos - como o álcool ou o cloreto de benzalcónio, com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de microrganismos; 
  • Adstringentes - como extrato de hamamélis ou alúmen, para promover a cicatrização de pequenos cortes;
  • Agentes hidratantes e de reposição do filme hidrolipídico - como a glicerina, o propilenoglicol, o sorbitol, a lecitina, o pantenol, as ceramidas ou o óleo de cártamo, entre outros;
  • Suavizantes - como a água termal, a alantoína, o bisabolol, o extrato de calêndula ou a vitamina E (tocoferol);
  • Refrescantes - como o mentol e seus derivados; 
  • Corretores do pH - como o ácido cítrico; 
  • Conservantes (quando necessário); 
  • Corantes e aromatizantes - para melhorar as propriedades sensoriais da formulação.

Consoante se trate de uma emulsão/bálsamo, gel, loção ou outros, poderá conter outros aditivos, como por exemplo: agentes emulsivos ou viscosificantes.

- Os aftershaves são constituídos essencialmente por água, antisséticos, adstringentes, emolientes, suavizantes, refrescantes, corantes e aromatizantes, que lhes conferem as suas propriedades hidratantes e suavizantes.

- Podem ser encontrados sob diferentes formas, o que influencia a sua composição.

Que tipos de tintas capilares existem?

As tintas capilares variam em função do tipo de coloração produzida, do seu poder de cobertura e durabilidade. Entre as mais comuns encontram-se as tintas temporárias, semipermanentes e permanentes:

- As colorações temporárias apresentam corantes de elevada massa molecular que ficam aderidos à cutícula da haste capilar. A cor desaparece uma vez que são facilmente removíveis com água. Poderão ser formuladas sob a forma de champô, gel, emulsão ou em solução para aplicação única ou contínua. As colorações de aplicação contínua - colorações progressivas - recorrem a catalisadores metálicos que reagem formando sais que se depositam sobre a haste. A sua aplicação diária conduz ao escurecimento gradual do cabelo.

- As colorações semi-permanentes resultam de uma mistura de corantes com alguma capacidade de penetrarem até ao córtex capilar. A coloração é eliminada após cerca de 10 lavagens. Permitem colorações em tons aproximados do original e são habitualmente utilizadas para cobrir os primeiros cabelos brancos.

- As tintas permanentes contêm precursores incolores que, em meio oxidante alcalino, penetram até ao córtex e aí reagem com acopladores para formar moléculas de elevada massa molecular que ficam retidas no interior da haste capilar, atribuindo-lhe cor. Com este tipo de coloração é possível obter uma elevada diversidade de cores de longa duração, de acordo com as combinações entre precursores e acopladores. Por outro lado, se o meio oxidante alcalino for mais suave, os corantes fixam-se em menor extensão - colorações demi-permanentes. Este meio reacional permitirá atingir uma cobertura de cerca de 50% dos cabelos e menor diversidade de cores.

Assiste-se atualmente a um elevado dinamismo na investigação em coloração capilar. Entre os vários exemplos em estudo incluem-se as soluções de coloração formuladas sem recurso a agentes oxidantes, com interferência mínima sobre a haste capilar, recorrendo, por exemplo, a sais de titânio ou ao grafeno.

- As tintas temporárias, semi-permanentes e permanentes são as três principais categorias de tintas capilares, por ordem crescente do seu poder de cobertura e durabilidade de coloração.

- As tintas demi-permanentes e permanentes envolvem reações de oxidação-redução em meio alcalino, o que resulta em maior durabilidade da coloração.

Que filtros solares inorgânicos poderão ser encontrados nos produtos cosméticos?

Os filtros solares inorgânicos são partículas que refletem, dispersam ou absorvem a radiação solar, com amplo espetro de atuação contra as radiações do tipo UVB e UVA, sendo frequentemente incluídos em protetores solares.

O óxido de zinco e o dióxido de titânio são os filtros solares inorgânicos cuja utilização é permitida nos produtos cosméticos em concentrações até 25%, desde que em conformidade com a legislação atual.

Estes ingredientes poderão também ser incluídos em produtos cosméticos com a função de corante.

Quando as partículas destes filtros inorgânicos apresentam um tamanho elevado não são transparentes à radiação visível, o que resulta muitas vezes em formulações inestéticas que originam uma película branca e opaca após aplicação na pele. No sentido de modificar as suas propriedades e alterar a sua apresentação cosmética, estes filtros podem ser utilizados sob a forma de nanomateriais. Nesse caso, devem ser identificados na lista de ingredientes constante da rotulagem com os termos Zinc Oxide (nano) e Titanium Dioxide (nano), de acordo com a nomenclatura internacional INCI.

Alguns protetores solares apresentam unicamente na sua composição filtros inorgânicos, enquanto que outros combinam filtros orgânicos com filtros inorgânicos com o propósito de aumentar a sua estabilidade físico-química, modular o grau de proteção solar e a cosmeticidade do produto fotoprotetor.

- O óxido de zinco e o dióxido de titânio são os filtros solares inorgânicos cuja utilização é permitida nos produtos cosméticos, desde que em conformidade com a legislação atual. 

- Além da sua utilização em produtos cosméticos como filtros solares, estes ingredientes poderão desempenhar outras funções tais como corante.

Qual a composição de um champô?

Um champô é um produto de higiene corporal, que tem como principal função lavar o cabelo e couro cabeludo, podendo existir sob forma de líquido, creme ou pó. São requisitos desejáveis de um champô que, para além de limpar o cabelo e o couro cabeludo, não o desengordure em demasia, produza espuma abundante e cremosa, tenha consistência adequada, cor e aroma agradáveis, provoque o mínimo de irritação ocular e não interfira com as tintas do cabelo. Para dar resposta a todas estas exigências, os champôs têm uma composição diversificada. A título de exemplo poderão ser constituídos por:

  • Água (± até 50%) – é o componente maioritário, o veículo;
  • Detergentes (que também são tensioativos) (± até 2%) – lavam o cabelo e couro cabeludo, removendo a sujidade proveniente do meio ambiente, produtos de styling do penteado e sebo. Os tensioativos podem ser de vários tipos, tais como:
    - aniónicos – como por exemplo os alquilssulfatos (laurilétersulfato de sódio) ou os sulfosuccinatos (laurilsarcosinato de sódio);
    - anfotéricos – como as betaínas;
    - não iónicos – alcanolamidas de ácidos gordos.
  • Acondicionadores (± até 15%) – deixam o cabelo suave e sedoso após a lavagem, podem ser tensioativos catiónicos (compostos de amónio quaternário), silicones (dimeticone), propilenoglicol, glicerina ou lanolina e seus derivados;
  • Espessantes (± até 10%) – conferem maior consistência ao champô. Normalmente é utilizado o cloreto de sódio, ou outros sais ou derivados da celulose, propilenoglicol ou polímeros acrílicos;
  • Estabilizadores de espuma (± até 4%) – permitem que o champô faça espuma (como as alcanolamidas de ácidos gordos);
  • Conservantes (± até 1%) – reduzem contaminação microbiana e fúngica, antes e após a abertura (parabenos ou fenoxietanol);
  • Agentes quelantes (± até 0,5%) – previnem a formação de turvação (EDTA);
    Outros aditivos – como opacificantes (estearato de glicol), corantes, perfumes e ingredientes ativos (champôs para condições dermatológicas específicas).

Em suma, a composição de um champô é variável consoante a finalidade e as propriedades que se pretende atribuir ao champô, por exemplo um champô anticaspa terá na sua composição um ingrediente ativo com propriedades anticaspa.

- De um modo geral, um champô tem na sua constituição: água, detergentes, acondicionadores, espessantes, estabilizadores de espuma, conservantes, quelantes e pode ainda conter outros ingredientes.

- Os champôs são produtos cuja composição é muito variável, dependendo do fim a que se destinam e das propriedades cosméticas que se lhes pretende conferir.