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Que filtros solares minerais poderão ser encontrados nos produtos cosméticos?

Os filtros solares minerais ou inorgânicos são partículas que refletem ou difundem a radiação solar. Apresentam um largo espetro de atuação, sendo eficazes na proteção contra as radiações do tipo UVB e UVA, o que conduz à sua inclusão frequente em produtos com fator de proteção solar.

O óxido de zinco e o dióxido de titânio são os filtros minerais cuja utilização é permitida nos produtos cosméticos, desde que em conformidade com a legislação atual.

Foi demonstrado que o óxido de zinco constitui um agente eficaz na proteção face às radiações UVA além de originar formulações cosmeticamente mais agradáveis. No entanto, as suas partículas necessitam ser revestidas com sílica ou dimeticone para manter a eficácia.

As partículas destes filtros inorgânicos apresentam naturalmente um tamanho elevado e não são transparentes à luz visível o que resulta muitas vezes em formulações inestéticas e pastosas, deixando sobre a pele uma película branca e opaca. No sentido de melhorar a sua apresentação cosmética e promover a sua eficácia ao nível da proteção solar, a inclusão destes filtros sob a forma de nanopartículas foi aprovada desde que a sua designação INCI se encontre seguida pelo termo “(nano)” na lista de ingredientes cosméticos apresentada na rotulagem.

Estes agentes são genericamente considerados seguros, apesar de continuarem a ser alvo de discussão por parte da comunidade científica.

Dado o seu baixo potencial de sensibilização, poderão, à partida, ser utilizados por qualquer pessoa, incluindo crianças com menos de 3 anos, grávidas, idosos ou indivíduos com pele sensível.

Algumas formulações contendo filtros orgânicos apresentam a combinação destes com filtros inorgânicos reduzidos à escala nanométrica com o propósito de elevar o seu nível de proteção perante as radiações do tipo UVA e diminuir a concentração de agentes orgânicos.

Os filtros inorgânicos são genericamente mais seguros face aos filtros orgânicos uma vez que apresentam reduzido potencial sensibilizante, embora a comunidade científica continue a levantar questões, principalmente acerca da sua fototoxicidade.

A eficácia depende da partícula envolvida, da estabilidade da formulação e da combinação de filtros incluídos num mesmo produto, sendo que os mais eficazes serão os que garantem a maior proteção face a ambos os tipos de radiação: UVA e UVB.

Serão necessários mais estudos para o reconhecimento e otimização de outros parâmetros e para a contínua evolução desta classe de ingredientes cosméticos.